Asas.

  

Voar é sinônimo de liberdade. Quantos de nós não temos o desejo de voar? De bater as asas e sair por aí sobrevoando o mundo?

Espera, calma, não voa com tanta pressa. Se acalma e deixa a pena se levantar sozinha. Pássaro que voa depressa nao aprecia a paisagem. 

A vida é uma grande paisagem que nos cerca.. Montanhas, grandes campos, arvores secas e folhas de outono levemente amareladas num dia mais frio. A vida pode nos apresentar diversos palcos para nosso teatro.

Levante, olhe, não voe ainda. Observe aí do alto o grande e esplêndido mundo que você tem ao seu redor. Na sua frente, nas suas costas, a mãe natureza te resguarda por todos os cantos. 

Levante a cabeça, abra as asas, permaneça em pé sentindo a brisa no pico da montanha aonde o vento bate mais gelado e mais firme, aliviando cada dor de seu corpo humilde e singelo de um pássaro livre.

Seja leve como borboleta, forte como gaviões, livres para voar mesmo com o medo de cair de uma altura lastimável. Em frente, sempre em frente. Desviando dos colecionadores de asas que só querem engarrafar a própria liberdade em um pote. 

Talvez queiram roubar a liberdade do próximo para poderem sentir pelo menos um pouco da brisa do mundo em seus cabelos jogados…

  

A esperança tem asas. A liberdade tem asas. O amor tem asas e a decepção nos faz querer pousar. O desânimo não nos estimula nem a preparar voô, e com isso, evita que nossa alma voe. Não deixe isso acontecer. Cante a melodia do seu próprio corpo mesmo sem saber a letra. Olhe para si como um amor incondicional, e acredite sempre em poder voar cada vez mais alto. E nunca desista, nunca. 

Estar no meu limite nunca me impediu de continuar tentando, estar machucada nunca me impediu de continuar voando. Minhas asas estão quebradas, mas eu ainda posso voar. 

Encontre o céu, que no céu você se encontrará. Voe em frente e aprecie a viagem da vida.

A questão é:  você está pronto para voar mundo a fora?
Bela.

 (Texto prolongado e inspirado do texto original de Thais Bortolozo)

Mudanças

A Teoria das Ondas  
Acredito que tudo que acontece com a gente, é uma mudança. Se acontece algo bom, mudamos o estágio rotineiro para algo satisfatório. Se algo ruim acontece, mudamos o ar do dia para um tom mais pesado, com menos indicios de sorrisos.

Mas tudo que muda, também se adapta. É muito difícil fazer uma mudança drástica na nossa vida, como deixar uma pessoa que amamos, tomar atitudes corajosas, decidir morar em outro lugar. É muito dificil tudo isso. Porque estamos acostumados com aquela rotina.

Acordar, tomar café e a mesma rotina. Acordar, outro café, e a mesma rotina. Sempre acordando, sempre café, sempre rotina. Rotina. Rotina. Rotina.

Na minha humilde concepção, rotina é a pior coisa já criada. Mas também a melhor. Com a rotina, vem a responsabilidade. De rotina vira Rotina. Cada vez mais importante com o passar dos anos.

Mas, voltando sobre mudanças, elas são necessárias. Você não iria querer ter a mesma vidinha de sempre para toda a eternidade, iria? E que graça tem? De onde virão as experiencias? De onde voce vai descobrir seus outros gostos? Outros amores? Outras felicidades? Vai ficar pra sempre em casa, preparando o mesmo café, da mesma marca, do mesmo jeito? Muda o café pro suco! Pro capuccino! Pro leite achocolatado! Pra o que você quiser!

Acorde, mas acorde com outros planos, outras ideias, outras noticias! A vida sobre mudanças age como uma onda. Quando bate, movimenta tudo que há ao seu redor, podendo ser uma onda maior ou menor. Mais forte ou mais fraca. Mas sempre uma onda. E como toda onda, passa, e uma hora o mar se acalma de novo.

Como o mar, nós também temos nossos dias de revolta.

  

Bela.

Contos

                       Guarda-jóias 

 

Então eu fui lá e guardei minhas jóias na caixinha.
Todo aquele sentimento deveria ser cuidadosamente guardado, pelo menos por um tempo. Rubi era o amor. Diamante era a saudade. Esmeralda era meu amor próprio e Opala era o orgulho. 

Pedra Branca era a atitude, Ágata a responsabilidade e a Pérola era os meus planos do futuro. Por fim, Granada era o meu jeito de ser.

Desculpa minha falta de tempo, é que ultimamente tenho me dedicado tanto a mim mesmo. Tirei o Rubi do pescoço e coloquei a Esmeralda. Tentei destruir o diamante pra matar a saudade mas só se quebra a saudade com outro diamante. 

Sabe, estou passando por um processo que é um tanto demorado, que exige o suicídio de uma boa parte emocional e que muitas vezes eleva o Opala lá pra cima, a ponto de ter que abrir mão de muita coisa. O tal do orgulho.

Ja falei da pedra escura? O medo. Pedras que não saem do meu caminho. Medos para todos os lados, sobre varias coisas. O medo não me deixa usar a Granada e ser do jeito que eu sou. Mesmo sendo ruim, ao mesmo tempo, o medo é o que nos mantém vivos.

  

 A gente tem que aprender a valorizar os vários tipos de pedras pra sermos valorizados. Não é sempre que você vai estar usando a pedra da felicidade.

Fui diagnosticado: Eu sofro de exagero. Sempre fui uma pessoa extremista. Comigo sempre existiu o tal do oito ou oitenta. Existe uma parte de mim que não permite agir no diminutivo e também não consegue fazer nada em pouca intensidade. Eu precisava mesmo era destruir o amor. 

Mas, não existe uma lei, um mandamento ou escrito em algum lugar que condiz no que irá acontecer ao destruir pedras. Tudo isso é sinônimo de tristeza, a pedra da lua. 

Precisava guardar o rubi na caixinha, o diamante no bolso, e a esmeralda no coracao. Porque nada mais é tão eterno quanto o amor próprio

E assim, vou completando minha coleção de pedras preciosas. Todas diferentes, mas todas eternamente minhas.

 

Bela. 

Contos

Estante de livros incompletos

 

Eu guardo você feito um livro antigo. Páginas e páginas de contos antigos. Ora romantico, ora frio. Ora saudade, ora tristeza. Com a capa centralizada no título bordado com dourado, você me apareceu. Lembro que me encantei com o couro fino e bem ajustado que você tinha. Uma cor quase que puxado pro mogno, raro e caro como ele. Quantos contos, quantos dramas, quantas palavras. Cheguei a ficar tão obcecada pelo seu cuidado, que o colocava perto da minha cabiceira antes de dormir pra poder ficar em paz. Você estava ali.

Tinha defeitos sim. E como tinha! Nunca vi livro que enrolasse tanto pra desenrolar um conto. Detalhes e mais detalhes, isso me cansava. Eu ficava irritada e fechava você com força. Porque sempre fui assim impulsiva. Quando algo me chateia eu simplesmente viro as costas e finjo que não existe, tudo isso pra não chorar. Fraca? Talvez. Teve vezes que cheguei até a te jogar pela janela, e depois sai correndo pra rua pra te socorrer. Você ainda era o meu livro.

Tinha orelha em todas as páginas, marcas de dobradas e marcador mal posto. O couro já não era tão perfeito e bem ajustado, e o titulo já não me impressionava tanto. “O que? Não posso pensar assim! Deve ser uma fase, estou irritada e perdendo a vontade de ler tantos contos. Questão de tempo e tudo se ajusta, eu prometo.” 

Não podia mais fazer nada. Parei de ler. Parei de me maravilhar com tantos vai e voltas. Lia, parava, voltava, me perdia, re-lia, parava voltava, me perdia, me irritava, novamente lia, e percebia, de nada adianta ler e parar, tenho que continuar. É o meu livro.

Não tinha mais forças. Cada vez que eu abria o livro e voltava a ler, ele se machucava com a posição em que eu abria suas páginas. Eu estraguei o meu livro, estraguei meu livro antigo, o único livro antigo que tenho. Sim, talvez o livro tenha sido um pouco teimoso em matar personagens que eu tanto amava no desenrolar de suas façanhas. Mas, em memorial, sempre colocava um capítulo para cada um. Todos tinham sua hora da estrela. Cada hora, um. E por fim, a morte.

Mas nada se compara com os personagens que eu matei quando fechei o livro. Em geral, todos. O protagonista me olhava e implorava com os olhos em prantos.

— Por que desistiu de mim? Porque? Posso ser um livro de aventuras, posso ser um livro de romance, posso ser um livro técnico, posso ser qualquer coisa. É só me pedir que eu serei. Não me abandone!

Eu já não acreditava

Com muito cuidado, arrumo espaço entre tantos outros livros na pratileita de cima. Um pouco pra direita, perto das sessões dos amores impossíveis, abaixo dos livros de terror, e por cima dos livros de Shakespeare. Limpo a estante com delicadeza e firmeza pra que nenhuma poeira invada meu livro antigo. Que já não era tão meu mais. Ah.. Como queria não ter lido você. Mas não porque me arrependi da história que você me trouxe, mas sim porque queria viver tudo como se fosse a primeira vez. Idai que não fui até o final? Eu leria toda a história pela primeira vez sem pensar duas vezes. 

Por fim, guardo você, sem ao menos olhar pra trás. Dura, sem expressão, com nenhum tipo de despedida melosa. Adeus. 

Para todo sempre sua leitora, já não tão meu livro antigo.

  

Bela.

JARDINAGEM

Como podem existir pessoas tão más? Juro que não entendo. Pessoas que gostam de ver o mal do outro. Pessoas que gostam de estragar a felicidade dos outros. Deve ser algum problema psicológico, não é? Alguma doença impossível de ser captada por raio x do crânio de uma pessoa. Deve ser uma falha de caráter presente a varias  gerações passadas.

Há aqueles que dizem que essas pessoas são vazias por dentro. No seu interior há um espaço enorme sem ser preenchido e por esse motivo, tentam preencher esses vazios com a humilhação alheia. Fazer um mal pra alguém faz bem pra você? Qualquer pessoa normal logo falaria não, mas essa linhagem não tão rara de pessoas extremamente invejosas concorda. Isso é triste, é lamentoso, é doentio.

A necessidade de ver o próximo mal para se sentir bem? Acho que quem faz realmente mal pra alguém nessas situações é o invejoso para si próprio. Porque mesmo que sejamos atingidos por eles, uma hora passa. A crítica é momentânea, o xingamento e o julgamento passam. Uma hora a gente esquece. Pode doer, pode remoer, pode machucar, mas uma hora você vai esquecer.

Aquele que inveja, não esquece. Dentro dele o buraco aumenta, e fica cada vez mais profundo. Alguma hora ele vai cair na própria cova.

Devemos ficar satisfeitos com o que temos, satisfeitos com o que somos. Qual o problema da grama do vizinho ser mais verde que a sua? A sua é SÓ SUA. E só por ser sua já é um motivo glorioso!

Você pode fazer o que quiser com seu jardim. Pode plantar as plantas que quiser. Desde com o seu cheiro preferido até as formas. Vai ter a SUA cara. Vai representar o que VOCÊ gosta. Azul, vermelhas, amarelas, roxas, cor-de-rosa, verdes. De flores à trepadeiras. Frésias, gardênias, girassóis, gloriosas, gravatas, íris, jacinto, rosas, margaridas, lírios, narcisos, tangos, tulipas – olha só quantos tipos diferentes de flores. Imagine que cada flor representa uma conquista, uma experiência, uma felicidade, um momento bom.

Agora imagine você ocupando o tempo todo em que poderia estar semeando seu próprio jardim para um dia colher os ensinamentos, com a inveja de jogar veneno no canteiro do vizinho.

Além de desperdiçar tanto tempo programando a falha do próximo, deixa de fazer as próprias conquistas. Daí, então, seu antigo valor se desfaz e você deixa de ser quem você era. Deixa de representar tudo aquilo que prezava. Torna-se amargo e rancoroso, sem tempo para admirar a preciosidade de cada folha de cada planta no seu próprio jardim. Com o tempo, as suas folhas murcham por falta de água, por falta de atenção e cuidado, adubação e mudança, enquanto o jardim do vizinho, a cada batalha árdua contra sua inveja, se torna cada vez mais forte contra seus venenos. 

Lembre-se: Quando jogar veneno no canteiro do vizinho, estará envenenando ao mesmo tempo à si próprio. O vento bate e a inveja vai pro seu lado do jardim. Cuidado

CONTOS

“O pesadelo.”

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Perdida. Perdida por quem sou. Perdida por quem fui. Perdida por quem ainda vou ser. Perdida. perdida. Tento encontrar algum pedaço meu que deixei pelo caminho mas só vejo buracos e mais buracos. Não que eu considere isso um problema. Tem dias que estamos ótimos e tem dia que nem tanto. Caí no próprio poço dos sentimentos perdidos. Perdidos e mais perdidos. Cada vez se perdendo mais e mais.

Pra onde vou? Eu devo traçar essa rua? Ou devo virar a esquina? Talvez não seja a hora certa pra levantar da cama. Talvez eu deveria ter acordado mais cedo ou dormido mais tarde. Talvez eu nem deveria ter ido dormir. Talvez eu devesse ficar acordado pra sempre e viver de xícaras de café e energéticos. Pregar os olhos nunca foi tão difícil.

Imaginar o dia de amanhã e receber opiniões “sem querer ofender” de pessoas ao meu lado. Não é uma crítica, é claro. Claro que não. Imagine se fosse, não é mesmo? Pouco importa. Eu só preciso me reencontrar.

— Com licença, você me viu por aí? – pergunto à um senhor gentil que me aparece pela rua

Ele parece confuso sem nada entender do que digo. Parece até que fala outra língua. Ele me olha, me observa como um adulto observa uma façanha de uma criança, como se já soubesse que eu iria correr atrás de mim mesma seja lá pra onde é que eu teria partido.

— Senhor, eu preciso de ajuda. Onde eu estou? Você me viu por aí?

Gritos. Seria eu? Lá das montanhas? No fundo da cidade? No meio de um beco sem saída cercada pelo perigo? Onde eu estava? Porque meu grito era como um uivo de lobo?

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Corro pra longe. “AONDE VOCÊ ESTÁ?” – minha voz ecoa pelo vilarejo. “AONDE VOCÊ ESTÁ?” – alguém responde. Eu procuro por eu mesma ou eu mesma procura por mim? Será que ela também quer se reencontrar? Pra onde foi Isabela? Pra onde vai, então?

É sufocante quando estamos perdidos. É sufocante estar sufocado, querer respirar e não conseguir. Como posso me salvar desse poço profundo em que eu estou me afogando? De longe vejo: cá estou eu. Me observo de cima. O tempo todo seguindo a mim mesma. O tempo todo procurando o que estava bem debaixo do meu nariz.

Você está viva? – um tom mais escuro do senhor que me rodava – você está bem? – ele se aproxima.

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Eu não sei. Eu já não sei.

Aperto o peito e respiro. Solto o ar e me afogo.

Aonde está Isabela? Pra onde foi Isabela?

Ela estava o tempo todo aqui. Dormindo.

AMAR SENSAÇÕES

1-miniatura-800x529-73177Que sensação boa é acordar bem de manhã num domingo frio, sabendo que vamos poder dormir o resto do dia junto com um cobertor gordo e aconchegante! Que sensação boa é sair com nossa família e se divertir com as histórias que sempre rolam soltas nas conversas. Que sensação boa estar em paz com quem amamos, estar em paz com nossos amigos, estar em paz com nós mesmos! Que sensação boa essa tranquilidade de viver um dia de cada vez sem se preocupar muito com onde vamos estar e o que vamos fazer no outro dia de amanhã.  Que sensação maravilhosa deixar a vida fluir sem estresse e manter-se com um sorriso largo no rosto com os olhos iluminados a cada passo que se dá em rumo ao horizonte.

Tolo é aquele que não aproveita o máximo possível daquele abraço de mãe que precisamos pelo menos uma vez na semana.  Tolo é aquele que fica se prendendo ao invés de simplesmente posicionar-se contra o mundo e encará-lo de vez. Tolo é aquele que não põe suas emoções pra fora e fica rancoroso. Tolo é aquele que diz tudo que pensa de maneira bruta ao invés de usar a sutileza das palavras para se expressar. Tolo aquele que não é gentil com quem o ama.

É aquele olhar de dois enamorados que finalmente se encontraram depois de dias longe um do outro. É aquele café quente num dia frio, ou aquele café gelado num dia quente. É o cheirinho de bolo da vovó que acabou de sair do forno no sábado à tarde. É colocar seu rosto contra o vento enquanto andamos de carro. É abrir os braços e sentir a brisa passar por  cada pedaço do seu corpo. Fechar os olhos, sentir o toque, ouvir aquela música que nos faz bem, que nos deixa bem, e respirar profundamente.

Momentos, aqueles momentos, pequenos momentos de eterna felicidade, momento que nos tornamos infinitos. É poder cantar bem alto aquela música animada com seus amigos. É ir para uma festa e se sentir bonito naquela noite. Sensação de trabalho realizado depois de um dia de tarefas árduas! É jogar água fria no rosto depois de tanto tempo fazendo rugas de preocupações com a testa. É receber um elogio sincero de alguém especial. É poder elogiar sinceramente alguém especial. É aquele abraço de pai protetor. É aquela brincadeira com o irmão preguiçoso. É aquela saudade dos papos com a irmã mais velha. É a saudade sendo mandada embora.

Tomar banho quente no frio, ou frio no quente. Conversar com seu avô e ouvir as histórias fascinantes que com certeza ele tem pra te contar. Sair pra tomar um suco com as melhores pessoas que você conhece. Dar um presente à alguém que você goste. Dizer à uma pessoa que sente a falta dela. Dizer algo legal para um colega. Sorrir para um desconhecido. Cumprimentar as senhoras na rua. Dizer “bom dia” aos senhores da praça. Andar despreocupado, sem rumo, descontraído, só observando o quanto o dia tá bonito, o quanto o céu tá azul, o quanto tudo está em perfeita sintonia e harmonia.

Estar em paz. Sentir a paz. Dormir com a mente tranquila e descansada dizendo “finalmente” para o dia que acabou e abrindo os braços pra cair naquela cama enorme. É sair correndo para abraçar bem forte aquela pessoa que faz tão bem pra gente. É dar risada de coisas bobas, é se divertir até mesmo sozinha. É por tudo pra fora, sem medo, sem barreiras, sem rótulos, sem preocupação. É fazer algo por alguém sem se perguntar se ela faria o mesmo por você. É ajudar um amigo e ser ajudado tendo um ombro pra chorar em dias tristes e apagados. É ter alguém que te anime segunda de manhã para começar a semana com o pé direito. É não ser tão sério, e nem levar a vida tão a sério. É não ser tão desesperado, tão apressado, tão fechado, tão mal humorado. Deixa ir, deixa levar, deixa sair, deixa chegar. Aproveite essas pequenas sensações maravilhosas ao longo dos dias e vai perceber que sua percepção de vida mudará horrores. E pra melhor. A vida é tão bonita, você não acha? Eu amo amar a vida, eu amo amar o mundo, eu amo amar a mim mesma, eu amo amar sensações gratificantes, eu amo estar em paz, eu amo me sentir em paz, eu amo amar estar em paz. Eu amo simplesmente amar.

Bela